Crítica: Batman v Superman

Depois de algumas tentativas finalmente consegui ver Batman v Superman e tenho a minha opinião para dar.

Atenção, SPOILERS!

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A melhor maneira de começar essa crítica seria pelas cenas inicias do filme, novamente contando o passado de Bruce Wayne, nada original em relação a isso, mas apesar de ser uma cena muito bem feita e com uma excelente fotografia (como todo o filme, logo falarei sobre isso), a introdução do personagem tem um motivo mais perto do final, mostrando o trauma causado em Bruce pela perda de seus pais. Mesmo querendo marcar esse trauma o início se torna um pouco desnecessário

Em seguida temos o que posso dizer uma das melhoras cenas do filme, quando Bruce Wayne corre em seu carro para um dos prédio de sua empresa que está sendo destruído pela batalha do Superhomem contra Zod, nesse momento todo o ódio do Batman pelo Superhomem é justificado, nada mais é preciso colar essa trama.

Fazendo uma análise mais técnica do filme, deixando um pouco de lado as falhas na história, podemos começar pelo roteiro. Na minha visão o roteiro tinha uma idéia inicial e parece que foi totalmente modificada na pós produção do filme. A montagem das tramas paralelas é confusa e me fez sentir em uma montanha russa emocional, em um momento estamos com o sentimento de esperança e descoberta e logo em seguida, mudamos drasticamente de cena para o outro lado da cidade. As histórias dos núcleos ficam mastigadas e jogas ao longo do filme, além do excesso de tramas que o diretor tenta colocar em um único filme, deixando muitas informações jogadas para o expectador organizar.

Analisando separadamente as cenas, considero um filme extremamente bonito, uma fotografia impecável, como se cada cena fosse um quadro a ser pintado, principalmente as cenas onde vemos Bruce Wayne como Batman e Clark Kent com Superhomem. Além de muitas referências religiosas, de diversas crenças diferentes. Principalmente no momento onde Batman entrega o corpo do Superhomem para a Mulher Maravilha segurando pela capa, em referência a retirada de Jesus da cruz. Não sei se muitos pegaram essa referência, mas é muito interessante como foi colocado o Superhomem o salvador que se sacrificou para salvar a todos.

Todas as cenas de batalhas estavam muito bem sincronizadas e filmadas, porém causou muito alvoroço o fato do próprio Batman usar muitas armas e deliberadamente matar pessoas. Ainda mais pelo fato do cavaleiro das trevas ter traumas de armas por ter visto seus pais serem mortos, e também pelos seus princípios de não matar ninguém.

Agora ao que todos estávamos esperando, a batalha entre Batman e Superhomem: não durou nem 10 minutos. Decepcionante, né? Eu sei. Além do motivo praticamente ridículo pelo qual eles simplesmente ficam “amigos” de uma hora para outra, isso poderia ter sido melhor trabalhado em mais alguns minutos de filme, podendo ter tirado a quantidade desnecessárias de sonhos e alucinações de Bruce Wayne.

Então temos o primeiro problema do roteiro, a motivação da batalha e a trama de Alexander Luthor Jr. (Lex Luthor Jr.) foi o motivo de muito controversa na internet, principalmente pela atuação de Jesse Eisenberg, que eu particularmente não sou muito fã. Para muitos a forma que foi elaborado esse Lex Luthor o deixou muito parecido com a loucura de um Coringa do que com a sabedoria de um Lex Luthor, porém o que passou despercebido por quase todos é o fato de esse não ser o famoso Lex Luthor careca, rico e manipulador que todos conhecem, que apenas quer o poder absoluto do mundo. Uma simples motivação que não aconteceu com o personagem de seu filho. Lex Luthor Jr não demonstra motivação para querer a destruição do Superhomem ou a sua fascinação pelo Kryptonianos. Por que ele quer matar o super homem? Por que ele quer ressuscitar o Zod? Por que motivo ele quer saber como os Kryptonianos funcionam? Faltou essa motivação do vilão. Faltou enfatizar o fato de ele ser o filho do grande Alexander Luthor, olha que não estou nem entrando no fato dele ser na verdade filho da Lois Lane na Terra 3. Vamos tentar ignorar alguns fatos para conseguir entender esse vilão.

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Muitos não gostaram mas achei a forma que introduziram os novos Meta-Humanos para dar início a Liga da Justiça que está por vir em 2017. Além da personificação da Mulher Maravilha a deixou sendo uma das Mulheres Maravilhas mais imponentes e fortes que já vi. Suas aparições são marcantes e te deixa com vontade de assistir um filme só dela.

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Meu veredito final: Gostei! Mesmo saindo um pouco confusa do cinema mas acho que mais por conta da direção do que pelo roteiro. A estética do filme me agradou muito e quase todas as caracterizações dos personagens, ignorando o Lex Luthor Jr. Tivemos alguns erros de continuidade que demonstram a alteração do filme na pós produção, mas com tudo isso, ainda acho que tenha sido um filme bom, não excelente, mas bom.

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