Crítica: Steve Jobs

Semana passada tivemos a estréia aqui no Brasil do filme Steve Jobs. Mais um filme sobre Steve Jobs.

O que mais me chamou atenção sobre esse em particular é por passar nos bastidores dos grandes lançamentos que marcaram a vida de Job, o Macintosh, Next e o primeiro iMac. Sorkin, roteirista, adapta a biografia escrita por Walter Isaacson, jornalista que cobriu grande parte das apresentações de Jobs. Acompanhando muito mais da história pessoal de Jobs com sua filha, no qual durante anos negou sua paternidade, e seu comportamento quando confrontado com problemas pessoais.

Steve+Jobs+UK

O elenco escolhido foi essencial para que o filme tenha a postura que teve. Kate Winslet interpreta Joanna Hoffman, que esteve como braço direito de Jobs desde a equipe Macintosh, no filme Joanna tem grande importância, como uma conselheira de Jobs que faz o possível para que ele faça as escolhas certas, tentando fazer com que ele se pareça ser mais fácil de lidar.

Seth Rogen surpreende no papel de Steve Wozniak, um dos fundadores da Apple, fazendo algo mais sério do que a comédia pastelão que estamos acostumados em ver com ele.

O filme tem um ótimo ritmo, bem editado, dinâmico, sem ser cansativo. A forma como foi roteirizado e finalizado sem deixar buracos no roteiro. Utilizando muito bem flashbacks e mexendo com a linha temporal do filme.

Na minha opinião talvez fique faltando um pouco de história para quem se interessa na vida de Jobs. Como Sorkin optou para contar apenas um pedaço da história de Jobs, focando principalmente na sua vida pessoal, muita coisa ficou de fora.

O filme é feito para mostrar como Jobs raciocina, o que está por trás do gênio que muito idolatram e o que faz dele o que ele é.

 

 

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Sinceramente a forma como Michael Fassbender interpretou Jobs foi única, Fassbender é um tremendo ator que consegue ficar totalmente diferente em cada personagem que interpreta, porém, acho que não foi feliz no seu papel de Steve Jobs.

Mesmo com o sotaque mudado, e alguns pouco trejeitos, não sinto Fassbender sendo o próprio Steve Jobs, como senti no filme Jobs interpretado pelo ator Ashton Kutcher. Onde não só sua caracterização como sua interpretação estão perfeitas em comparação com o próprio Jobs.

O filme de 2013 conta de uma forma mais completa a história da Apple em si, não como o filme de Sorkin.

Caso tenha interesse na história, os dois filmes são complementares e muito bons, recomendo que assista os dois.

 

 

Caso queria ainda de se aprofundar mais na história mas tenha uma certa preguiça em ler Biografias, recomendo também Pirates 18524434b4d506919040f6b25e38223cof Silicon Valley, o filme de 1999 conta a história da Apple e da Microsoft como as duas surgiram. Baseado no livro Fire in the Valley: The Making of The Personal Computer, de Paul Freiberger e Michael Swaine, o filme oferece uma versão dramatizada do nascimento da era da informática doméstica, desde o primeiro PC, através da histórica rivalidade entre a Apple Inc. e seu Macintosh e a Microsoft, indo desde o Altair 8800 da empresa MITS, passando pelo MS-DOS, pelo IBM PC e terminando no Microsoft Windows.

 

 

 

 

Não esqueça de deixar nos comentário o que você achou do filme!

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